sábado, 21 de setembro de 2013

Oficina do Nenê - Ipiranga, SP.


  • Para uns, ele é "o cara que sabe o que não está nos livros".
  • Para outros, ele é simplesmente "O Professor".

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coisas de meninos...


  • Chegou hoje.

  • A má notícia veio em vermelho: 


  • Minha contribuição involuntária para a corrupção: 


  • Bem, lançado o protesto, vamos ao que interessa: 


  • Veio bem embalado. 


  • Está tudo aí. Conferido. 






Sem Dinheiro III - Altair Malacarne



SEM DINHEIRO III

Inaugurada a 1ª ponte de Colatina em 1928,  u’a  avalanche de ‘sem-terra’ penetrou as matas do ‘sertão desconhecido’ da margem esquerda do rio Doce capixaba;  inviabilizada a ferrovia até Nova Venécia,   em 1930 se iniciou uma rodoviazinha precária; feita por madeireiros, ela parou pouco além de São Domingos(do Norte) em 1934; os imigrantes poloneses de Águia Branca, somados a presos libertados levaram o varadouro até  Barra de São Francisco, onde chegou em 1941; em 1943, aquele núcleo passou a município, o que provavelmente reverteu a invasão mineira, já sedimentada em Mantena. O Acordo do Bananal, cujos 50 anos hoje se comemoram, teve seus traços batismais nesse fato.

Faltava fazer a projetada ligação entre Colatina e Nova Venécia, onde a família Cunha do Barão de Aimorés estava desde 1870 e para onde iria (saindo de São Mateus) a linha da ferrovia construída pelo filhos do Barão; fez-se uma forquilha em São Domingos(do Norte) e iniciou-se uma estradinha  construída por Bertolo Malacarne, mas paralisada em 1936, por falta de dinheiro, no curso do córrego Sabiá, conhecido antigamente por ‘Fim do Trecho’ (hoje o lugar é propriedade de Antenor Venturim). Os poloneses de Águia Branca, sob a direção de Valery Korzarowski, Boleslaw Stephan Ruczycki e Eduardo Glazar, a troco de alimentação e pouco mais, encararam a empreitada; em 1942, ela recomeçou no córrego Sabiá; em 1945, ela chegou a São Gabriel da Palha, depois de os poloneses terem feito uma arriscada ponte de madeira sobre o rio São José; em 1947, ela encontrou na Serra de Cima a turma que vinha abrindo o traçado a partir de Nova Venécia; no mesmo ano, Cícero Moraes, o Secretário de Viação do estado, junto com o governador Carlos Fernando Monteiro Lindemberg,  foi de carro até aquele endereço; como já se  tinha verificado na  ponta da forquilha levada até Barra de São Francisco, Nova Venécia virou uma nova ‘boca-de-sertão’, de onde partiriam novas levas para colonização do extremo norte capixaba.

Altair Malacarne